Conforto e segurança do doador: um cuidado que começa antes da punção

Doar sangue é um ato voluntário que salva vidas, mas a experiência do doador influencia diretamente se ele vai querer repetir o gesto. Garantir conforto e segurança não é apenas uma questão de acolhimento, mas também de prevenção de eventos adversos durante e após a coleta.

A importância de uma boa experiência

Estudos mostram que reações vasovagais leves a moderadas — como tontura, sudorese e queda de pressão — podem ocorrer em até 10–20% dos doadores¹. Embora a maioria seja de baixa gravidade, esses episódios afetam a confiança do doador e reduzem a taxa de retorno. Em outra análise, a ocorrência de eventos adversos foi de apenas 0,365% das doações², mostrando que medidas preventivas simples ajudam a manter a segurança em níveis muito altos.

Fatores que influenciam a segurança

A estabilidade hemodinâmica do doador é influenciada por diversos fatores, como:

  • Postura corporal adequada durante a coleta, que facilita o fluxo venoso e previne desconfortos;
  • Ambiente tranquilo e acolhedor, reduzindo estresse e ansiedade;
  • Preparação prévia com hidratação adequada e orientações claras;
  • Atenção técnica constante, garantindo intervenção rápida em caso de intercorrência.

Pequenos ajustes, grandes diferenças

Recursos como cadeiras ergonômicas, com apoio firme para braços e pernas e ajuste rápido de inclinação, contribuem para prevenir quedas de pressão e facilitar o atendimento em caso de mal-estar. Embora pareçam detalhes, esses elementos fazem parte do conjunto de cuidados que aumentam a segurança e o conforto do doador.

Quando a doação é percebida como segura e confortável, o doador tem mais chances de retornar e até incentivar outras pessoas a participar. É um ciclo positivo: mais doadores fidelizados, mais vidas salvas.

O conforto e a segurança do doador dependem da soma de fatores técnicos e humanos: preparo da equipe, ambiente adequado, monitoramento constante e equipamentos que favoreçam o bem-estar. Investir nesses aspectos é investir na qualidade da doação e na confiança de quem salva vidas.³

A Martell conta com uma linha completa de equipamentos para todo o ciclo do sangue — desde a recepção e triagem do doador, passando pela coleta e processamento, até o armazenamento e distribuição.
Seja com cadeiras ergonômicas para coleta, homogeneizadores, agitadores de plaquetas ou câmaras de conservação, cada detalhe é pensado para apoiar profissionais e garantir a melhor experiência para doadores e pacientes.

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Referências

  1. Eder AF, Hillyer CD, Dy BA, Notari EP, Benjamin RJ. Adverse reactions to allogeneic whole blood donation by 16- and 17-year-olds. JAMA. 2008;299(19):2279–86. doi:10.1001/jama.299.19.2279
  2. Tissot JD, Garraud O, Danic B, Cabaud JJ, Lefrère JJ. Adverse reactions to blood donation: The French experience. Transfus Med Rev. 2010;24(4):295–309. doi:10.1016/j.tmrv.2010.06.001
  3. Newman BH, Pichette S, Pichette D, Dzaka E. Adverse effects in blood donors after whole-blood donation: a study of 1000 blood donors interviewed 3 weeks after whole-blood donation. Transfusion. 2003;43(5):598–603. doi:10.1046/j.1537-2995.2003.00368.x